quinta-feira, 4 de julho de 2013

O Levante paulista de 1932




O levante paulista de 1932



A revolução de 1930 rompeu com a república das oligarquias e instaurou uma nova ordem política no país. Tal movimento levou ao poder o líder da aliança liberal, Getúlio Vargas, que iniciou o processo de modernização nacional.

O novo presidente fechou o congresso, anulou a constituição de 1891 e nomeou interventores para os Estados. Tais medidas desagradaram às elites rurais do país, sobretudo, os paulistas que dominaram o cenário político nacional, nos primeiros anos da república, junto com os mineiros. Derrotados pela revolução de 1930 os paulistas representados pelo PRP (Partido republicado paulista), passaram a trabalha fazendo oposição ao governo provisório instaurado com a Revolução.

A partir de 1931 as elites paulistas passaram a se articular para acelerar o processo de criação de uma nova constituição para o país – algo que Vargas se empenhara em adiar – além da convocação de novas eleições para presidente. Por outro lado, o movimento tenentista que apoiava as ações do governo, se fortalecia em todo o território paulista agregando também vários civis que agiam sob sua liderança. Houve vários conflitos entre os estudantes paulistas e o movimento tenentista. Em 23 de maio de 1932 essas forças se confrontaram novamente nas ruas de São Paulo resultando inclusive, na morte de estudantes em praça pública. Este caso, também conhecido como estopim do levante de 1932, ficou conhecido por MMDC (iniciais dos quatro jovens mortos: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. Mais tarde, adicionou-se a letra A, de Alvarenga, ao final da sigla, de outro jovem que acabou morto por causa do conflito). As tensões entre os defensores do governo Vargas e os paulistas se acirraram, ainda mais, com as mortes dos estudantes. Os paulistas estavam dispostos a recorrer a via armada para enfrentar o governo central, faltava agora, mobilizar os combatentes.  



Decidido a ganhar tempo, Vargas publicou o novo código eleitoral e definiu o dia 03 de maio de 1933, para a realização das eleições de uma Assembleia Constituinte. Contudo, o entusiasmo promovido pelo código eleitoral não atingiu os paulistas que, comovidos com as mortes dos estudantes, passaram a apoiar o movimento. Com auxílio dos meios de comunicação eles mobilizaram um contingente de 35 mil homens para enfrentar os 100 mil soldados do governo Vargas. Os paulistas contavam com a ajuda de outros Estados para os combates de fato, havia essa possibilidade, mas o transcorrer dos acontecimentos mostrou que apenas o Mato Grosso do Sul enveredou no conflito.

Batalhas sangrentas foram travadas ao longo dos quase três meses que se estendeu o conflito. Isolados, com muitas baixas e quase sem munições os paulistas foram finalmente derrotados em 2 de outubro daquele mesmo ano. Todavia, não se pode dizer que os constitucionalistas foram totalmente perdedores porque, com o término do conflito, o Governo Federal apressou-se em convocar eleições para uma Assembleia Constituinte, que promulgou uma nova Constituição do Brasil em 1934.
            



Referências:

BRAICK, Patrícia Ramos. História: Das Cavernas ao terceiro milênio. São Paulo:Moderna, 2006.

http://revistaescola.abril.com.br/

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